Como saber se meu filho tem autismo

O autismo é o nome técnico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é uma condição de saúde que se apresenta em pessoa que possui um déficit na comunicação social (socialização, comunicação verbal e não verbal) e no comportamento (interesse restrito, hiperfoco e movimentos repetitivos).

Há vários subtipos ou níveis do autismo, não podendo ser analisado somente com um padrão, por ser uma condição tão abrangente, por isso, o uso do termo “espectro” pelo vasto nível de suporte que necessitam.

É muito importante observa em qual nível dos sinais de autismo a pessoa apresenta, pois há casos em que se mostram tão independentes que muitas vezes nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram o diagnóstico por não apresentar altos níveis de sintomas da doença.

As causas do autismo são genéticas, segundo estudos recentes de trabalho científico de 2019, que demonstrou que 97% dos casos são hereditários. Além de fatores ambientais como: idade paterna avançada ou uso de ácido valpróico na gravidez.

Mas, a boa notícia é que o estudo continua analisando a existência de aproximadamente 1000 genes mapeados como possíveis fatores de risco para o transtorno do espectro do autismo.

Alguns sinais de autismo já podem aparecer a partir de um ano e meio de idade ou até antes em casos mais graves. É muito importante iniciar o tratamento após o diagnóstico da doença, pois quanto antes começar os atendimentos melhor será a qualidade de vida da pessoa.

Após diagnostico é dado o início ao tratamento onde o paciente terá atenção de psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacional, entre outros profissionais conforme a necessidade de cada autista. Na escola a presença de um intermediador também fará toda a diferença durante o aprendizado do autista.

Fiquem atentos aos principais sinais de autismo:

  • Não manter contato visual por mais de 2 segundos;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
  • Alinhar objetos;
  • Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
  • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
  • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados;
  • Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito ou hiperfoco;
  • Não imitar;
  • Não brincar de faz-de-conta;
  • Hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial.

Alguns desses sintomas podem ser tratados com medicamentos e procurem um médico ao observar alguns desses sinais.