Intervenção Precoce

O Transtorno de Espectro Autista se origina nos primeiros anis de vida, tendo os sinais mais evidentes entre o primeiro e o segundo. Alguns bebês já apresentam características logo após o nascimento, o que tem levado a uma busca constante de técnicas e estudos para um diagnóstico cada vez mais precoce. Isso não significa uma mera rotulação do indivíduo a uma condição. Tem um propósito neurocientífico muito maior, pois quanto mais cedo há a percepção de sinais relacionados a algum problema, se torna possível uma intervenção mais assertiva, e o quanto mais precoce ocorre esta intervenção, proporcionará ganhos significativos cognitivamente e de adaptação da criança. Esse processo, que fará diferença em toda vida dessa pessoa, se dá por conta da plasticidade neural, infinitamente súpero nos primeiros anos de vida.
Entretanto, a realidade dos dias atuais, está além dos propósitos desejados. Nos Estados Unidos a média de idade do diagnóstico, são aos 4 anos. No Brasil, ainda muito deficitário em pesquisas em tal contexto, calcula-se uma média acima dos 5 anos, onde por muitas vezes as crianças já estão inseridas no contexto escolar o que dificulta e até mesmo impossibilita uma intervenção precoce.
A AMAES, através do trabalho voluntário da psicóloga Rhayanny Resende, tem realizado atendimentos específicos para esse grupo, que obteve diagnóstico antes dos 3 anos. Nesse projeto de intervenção precoce, é buscado a avaliação, construção de um plano de intervenção de acordo com as demandas de tal criança, a estimulação (precoce) e o acolhimento e direcionamento aos pais em relação a estimulação cotidiana e uma melhor compreensão sobre o TEA.

Helder Sousa- Psicólogo AMAES- CRP:16/5390