É nítido o aumento de pessoas no Espectro Autista. Esse aumento tem se dado, principalmente, devido a um maior conhecimento a respeito de tal transtorno, formas mais claras de diagnóstico, o que necessita de uma maior compreensão, inclusão e uma melhor capacidade de intervenção em todos os campos sociais, inclusive nas escolas, cujo é, um dos espaços sociais mais importantes.

Segundo o censo escolar de 2018, divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, houve um aumento de mais de 37% de alunos no TEA matriculados em classes comuns, passando de 77.102 (2107) para 105.842, em 2018.

Conforme a Constituição Federal, é garantido o Direito à educação em todos os níveis, as pessoas com algum transtorno ou deficiência, o que vale a importância de lembrar que o direito a matrícula a um aluno autista pode ser negada, seja no sistema educacional público ou privado.

Todavia, a inclusão não se faz apenas por números. As maiores dificuldades encontradas estão na falta de capacitação de profissionais, dificuldades de adaptação curricular, questões estruturais, diagnóstico tardio, alinhamento com a família e preconceito.

Por mais que haja avanços, ainda se percebe um longo caminho a ser percorrido para que os espaços estejam aptos de fato, para a recepção, promoção de desenvolvimento e maior conscientização social a respeito das diferenças que nos integram, inclusive o Transtorno do Espectro Autista.

No vídeo abaixo veremos algumas dicas e orientações para que se faça valer ainda mais da presença de um aluno ou aluna no TEA, no contexto escolar.

Helder Sousa- Psicólogo- CRP- 16/5390