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Mães de crianças autistas relatam mudanças na carreira e buscam renda em negócios próprios

Imagem ilustrativa · cottonbro studio / Pexels

Após o diagnóstico de autismo dos filhos, algumas mães relatam que precisaram reorganizar a vida profissional para conciliar os compromissos de acompanhamento da criança com o trabalho. Duas histórias divulgadas em reportagem da TV Clube mostram esse movimento: a advogada e empreendedora Alicianni Moraes e a empresária Deyse Medeiros. Ambas são mães de crianças autistas e contam que o emprego formal se tornou difícil diante das demandas de terapias, consultas e atividades de desenvolvimento.

O diagnóstico e a rotina de acompanhamento

Alicianni Moraes mudou sua rotina profissional depois que o filho João foi diagnosticado com autismo aos dois anos. Segundo ela, conciliar as terapias, as consultas e as atividades de desenvolvimento do filho com o emprego anterior se tornou difícil. Em entrevista à TV Clube, Alicianni afirmou que o acompanhamento do desenvolvimento da criança exige estímulos contínuos em casa.

Diante desse cenário, ela passou a produzir doces, bolos e pudins em casa, ajustando os horários de produção à agenda do filho. “Eu em casa, adorava cozinhar, fazer bolos, pudins, então isso aqui já é uma terapia para mim. Então busquei algo dentro dos meus limites, dentro da agenda do João, conciliar com a minha agenda profissional”, declarou.

Dificuldades semelhantes e a escolha pelo negócio próprio

A empresária Deyse Medeiros, também mãe de uma criança autista, relatou dificuldades parecidas para manter um emprego formal por causa dos compromissos com o acompanhamento terapêutico do filho. Ela optou por investir em um negócio próprio.

As duas histórias apontam para um ponto em comum: a busca por uma forma de trabalho que caiba na rotina de cuidados. Não se trata de uma regra geral, mas de relatos individuais que mostram como cada família encontra seus próprios caminhos.

Impacto na carreira de mães

Uma pesquisa da consultoria de recrutamento Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, mostrou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira após terem filhos. O dado ajuda a contextualizar as dificuldades relatadas por Alicianni e Deyse, embora a pesquisa não seja específica sobre autismo.

O que isso significa para famílias e profissionais

Os relatos indicam que a rotina de terapias e acompanhamento pode exigir flexibilidade de horários e disponibilidade para estímulos contínuos em casa. Para algumas famílias, o empreendedorismo surge como alternativa para conciliar cuidado e renda. Cada pessoa autista é única, com necessidades e potencialidades próprias, e as decisões sobre trabalho e cuidado variam conforme a realidade de cada família.

Profissionais que acompanham crianças autistas podem considerar essas questões ao orientar as famílias, respeitando os limites e as escolhas de cada núcleo familiar. Não há uma única solução válida para todos os casos.

Orientações práticas

  • Buscar informações com profissionais qualificados sobre o acompanhamento do desenvolvimento infantil.
  • Conversar com a equipe terapêutica sobre como organizar a rotina de estímulos em casa.
  • Avaliar, com apoio de pessoas de confiança, quais arranjos de trabalho são viáveis para cada família.
  • Lembrar que o conteúdo informativo não substitui avaliação ou acompanhamento profissional.

Conclusão

As histórias de Alicianni Moraes e Deyse Medeiros mostram que o diagnóstico de autismo de um filho pode levar mães a repensar a carreira e buscar alternativas de renda. A pesquisa da Fesa Group reforça que impactos na carreira de mães são uma realidade relatada por muitas executivas. Cada família vive essa experiência de forma particular, e o acesso a informação de qualidade e a profissionais qualificados é um passo importante para tomar decisões com segurança.

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