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Tisha Campbell, de ‘Eu, a patroa e as crianças’, recebe diagnóstico de autismo e TDAH aos 57 anos

Imagem ilustrativa · https://kaboompics.com/ / Pexels

A atriz Tisha Campbell, conhecida no Brasil por seu papel como Janet “Jay” Marie Johnson-Kyle no seriado ‘Eu, a patroa e as crianças’, recebeu diagnóstico de autismo e de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) aos 57 anos. A informação foi compartilhada pela própria atriz e divulgada em veículos especializados em autismo.

Uma trajetória marcada pelo contato com o tema

Campbell não chegou ao autismo por acaso. Ela já abordava o tema há anos por causa da experiência com seu filho Xen, que recebeu diagnóstico de autismo aos 18 meses. Essa vivência familiar foi registrada no livro ‘The A Word: a mother’s journey through autism and love’, publicado antes de a atriz passar por sua própria avaliação.

O interesse em investigar o próprio diagnóstico surgiu por sugestão de sua terapeuta, durante um acompanhamento relacionado a questões ligadas a traumas. A partir dessa indicação, Campbell consultou dois especialistas e passou por diferentes avaliações até receber a confirmação.

Novas perspectivas sobre comportamentos ao longo da vida

Com o diagnóstico, a atriz passou a reinterpretar características que a acompanhavam há décadas. Entre elas está sua relação com estímulos sonoros. Campbell relatou que usa fones de ouvido para reduzir ruídos e descreveu a sensação de receber vários sons ao mesmo tempo.

Ela também afirmou que passou parte da vida adaptando o comportamento para não demonstrar diferenças em situações sociais. Segundo a atriz, seu modo de falar de forma expansiva e de fazer piadas também servia para ocultar características que não queria expor. Campbell relacionou essa postura ao contexto em que cresceu e à percepção de que precisava se adequar socialmente.

Além dos diagnósticos de autismo e TDAH, a atriz revelou ter recebido diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Diagnóstico após a publicação do livro

Campbell afirmou que seu diagnóstico de autismo ocorreu neste ano, depois da publicação do livro. Por isso, essa experiência não foi incluída na obra. O livro, portanto, retrata a jornada da família a partir do diagnóstico do filho, e não a descoberta tardia da própria atriz.

Impactos e reflexões para pessoas autistas e famílias

A história de Campbell ilustra como o diagnóstico de autismo pode chegar em diferentes momentos da vida, inclusive na fase adulta. Isso não significa que todas as pessoas autistas passem pelas mesmas experiências, nem que um diagnóstico tardio seja a regra. Cada pessoa autista é única, com características, necessidades e trajetórias próprias.

O relato também chama atenção para a chamada adaptação social — quando alguém modifica seu comportamento para se encaixar em expectativas sociais. Essa estratégia pode ter custos emocionais e dificultar a identificação de características autistas ao longo da vida. Ainda assim, trata-se de uma experiência individual, que não deve ser generalizada.

Para familiares e cuidadores, a história reforça a importância de buscar informações de qualidade e de contar com profissionais qualificados para avaliação e acompanhamento. O diagnóstico de autismo e de TDAH deve ser feito por especialistas, por meio de avaliação cuidadosa, e não a partir de autodiagnóstico ou de comparações com casos públicos.

Orientações práticas

  • Procurar profissionais qualificados para avaliação e acompanhamento, sempre que houver dúvidas sobre características do desenvolvimento ou do comportamento.
  • Evitar conclusões baseadas apenas em relatos de celebridades ou em informações sem respaldo técnico.
  • Respeitar o tempo e as necessidades de cada pessoa, lembrando que o autismo se manifesta de formas diversas.
  • Buscar apoio em associações e serviços especializados, que podem orientar famílias e pessoas autistas sobre direitos e acesso a cuidados.

Conclusão

O diagnóstico de autismo e TDAH de Tisha Campbell aos 57 anos, após anos de envolvimento com o tema por causa do filho, mostra que a compreensão sobre o autismo pode se transformar ao longo da vida. A atriz relatou como passou a entender melhor sua relação com sons, seu comportamento social e suas estratégias de adaptação. A história reforça a importância de informação responsável, avaliação profissional e respeito à diversidade de cada pessoa autista.

A AMAES, Associação dos Amigos dos Autistas do Estado do Espírito Santo, atua no acolhimento, orientação, apoio e defesa dos direitos das pessoas autistas e de suas famílias. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação ou acompanhamento profissional.

Leia também: Livro propõe modelo para entender a dificuldade de concluir tarefas no autismo e no TDAH

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